Texto por: Stephanie Rodrigues – Sacerdotisa da Deusa Hekate, Jornalista, Assessora de Imprensa e Produtora Audiovisual
Hoje, ao folhear algumas anotações de 18 de maio de 2024, reencontrei os registros de uma imersão com a medicina da floresta. O tema era o amor. Naquele dia, sob o efeito da Ayahuasca, não recebi conceitos abstratos, mas revelações que vibravam em cores e sensações.
A primeira coisa que o chá me mostrou foi visual: o amor tem cor. Ele é de um azul brilhante. Aprendi que esse amor é uma força que embeleza. Ele confere às pessoas uma elegância natural, uma beleza que vem de dentro e as torna, genuinamente, mais felizes.
A medicina me mostrou que a linguagem do amor é a presença. Eu o expresso por meio do meu tempo e da minha dedicação, mas não uma dedicação silenciosa, e sim aquela que se faz sentir, que toca o outro. É um fluxo de saúde: ao amar, você se torna mais saudável, entregando e recebendo do Todo, do Infinito. Seus atributos são claros: bondade, atenção e cuidado. Seus frutos? Paz, serenidade e sabedoria.
Perguntei à medicina como manifestar por meio dessa força. A resposta veio pela conexão. Quando me conecto verdadeiramente com o próximo, sinto o outro. E, nesse sentir, o poder de criação torna-se ilimitado; pode-se criar o que quiser. Entendi, finalmente, a tríade entre o amor e a força sexual: conexão, criação e ação. A força sexual é a centelha que cria a vida e os projetos.
No entanto, o caminho nem sempre está livre. A Ayahuasca me apontou, com suavidade e firmeza, o que me afasta desse estado: a escassez, o medo, a insegurança e a limitação.
E qual seria a fonte para retornar ao centro? O desapego. Foi a lição mais profunda daquela jornada. Para beber da fonte do amor, é preciso soltar. No fim, a medicina deixou um ensinamento: a capacidade de amar alguém é diretamente proporcional à minha capacidade de estar, inteira e absoluta, no momento presente.





Deixe um comentário