Texto por: Stephanie Rodrigues – Jornalista, Assessora de Imprensa e Produtora Audiovisual
Decidi que meu primeiro texto do ano aqui no Quadrado Notícias seria sobre presença. Mas para mim, é impossível falar de presença sem mencionar o tantra, a prática que tem me ensinado a importância de sentir, especialmente o meu próprio corpo.
Minha jornada no tantra iniciou no dia 19 de julho, data da minha primeira sessão tântrica. Foi uma experiência estranha, mas profundamente reveladora. Ali, deitada no silêncio do toque, tive consciência do quanto existiam partes na minha vida que precisavam de mudança.
Hoje, percebo que o portal de acesso para o trabalho com a minha sexualidade foi aberto muito antes, quando visitei o Lago Titicaca, na fronteira entre a Bolívia e o Peru. Segundo Robert Coon, em sua obra Earth Chakras, aquele lugar sagrado representa o segundo chakra do planeta: o chakra sexual. Na profundidade daquelas águas, senti a importância do equilíbrio entre as energias masculina e feminina e descobri como a minha criatividade é a fonte que me devolve a alegria e as cores da vida.
De volta ao meu processo no tantra, uma clareza tem se destacado: minha intenção é não performar. Escolhi a vulnerabilidade. Escolhi colocar minha voz no mundo e ter presença na vida.
A performance, de acordo com o autoconhecimento, é uma busca diária de agradar ao outro. Já o “não performar” busca o real, que pode ser caótico ou silencioso, mas nunca falso. Não se limita à ilusão de uma vida perfeita, mas prioriza uma existência com verdade e propósitos bem definidos.
Quando busco quem sou de verdade, procuro transparência, honestidade e clareza. A performance é o obstáculo que me impede de alcançar esses estados. Percebi que, ao direcionar minha energia em projetar quem eu não sou, me desgasto e jogo fora minha criatividade. Acabo vivendo no barulho de um mundo externo que me impede de escutar o meu próprio coração.
Ao escolher a presença por meio do tantra, por meio da respiração consciente e da intenção, eu me resgato.





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